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Quinx ou A História do Estripador (The Avignon Quintet, #5) Lawrence Durrell

Quinx ou A História do Estripador (The Avignon Quintet, #5)

Lawrence Durrell

Published
ISBN : 9789722900980
Paperback
159 pages
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 About the Book 

«Quinx, o último dos romances de O Quinteto de Avinhão, é o remate onde confluem todas as veredas deixadas em aberto nas obras anteriores. Algumas das personagens definem-se, explicam-se, como acontece com a dupla Blanford-Sutcliffe (porque nãoMore«Quinx, o último dos romances de O Quinteto de Avinhão, é o remate onde confluem todas as veredas deixadas em aberto nas obras anteriores. Algumas das personagens definem-se, explicam-se, como acontece com a dupla Blanford-Sutcliffe (porque não há-de a personagem criada na mente do autor possuir uma vida independente do seu criador?), de certo modo reminiscente da relação Durrell-Miller. Teria este último, tal como o vê Durrell, existido realmente fora da sua imaginação? E não vivemos todos nós um pouco na imaginação dos outros, uma existência susceptível de transcender a nossa própria extinção física?Outras personagens que se supunham esquecidas, renascem. É o caso da Sabina da aventura veneziana de Sutcliffe em Monsieur, agora completamente integrada numa tribo de ciganos- do general alemão cego que aguarda numa clínica de Nîmes julgamento por crimes de guerra, de Hilary, o irmão e amante da Lívia de quem Smirgel, o agente duplo, revela o destino trágico.Durrell tem neste romance algumas das suas melhores páginas quando descreve a peregrinação anual dos ciganos ao santuário de Santa Sara, em Saintes-Marie-de-la-Mer e a concentração das tribos no momento em que Lord Galen, o príncipe e outros associados se preparam para penetrar na caverna onde está depositado o cobiçado tesouro dos Templários.Mas acima de tudo o mais, Qunix, é uma angustiada meditação sobre a morte, cuja proximidade Durrell, com os seus 75 anos, não pode deixar de reconhecer. Neste livro, que é também uma espécie de retrato do autor visto através das personagens, Durrell não consegue ocultar a perplexidade perante o fim de um homem que conheceu inúmeras experiências sem nunca conseguir objectivá-las e encontrar-lhes a explicação unificadora, e das suas meditações pessimistas infere-se a contrario sensu que as filosofias do acidente e a recusa de qualquer gnoseologia sistemática conduzem ao desespero.Das personagens repescadas nos anteriores romances destaca-se a cigana Sabina, cuja interpretação do facto de casa adivinho ler na mesma mão destinos diferentes sintetiza de certo modo a filosofia do autor: todos nós temos virtualmente muitos destinos fáceis de prever- o difícil é saber qual deles nos caberá.É esta, afinal, a ideia-mestra subjacente a todos os romances de Durrell. E o Quinx é afinal o testamento aramdilhado, de um autor para quem a vida não passa de um objecto estético liberto do tempo (que lhes apresenta, por fim, a sua factura) e onde as únicas crises profundas são as da sensibilidade plástica e estética. [Daniel Gonçalves]»